A autoestima que muda destinos

Recentemente me deparei com uma frase que me fez refletir por vários minutos, compartilhar e amplificar nas redes sociais: “a autoestima mais bonita que existe é aquela que faz você acreditar que nasceu para algo maior e ter coragem de agir em direção a isso.”

Vivemos uma época curiosa: nunca se falou tanto em autoestima mas, paradoxalmente, nunca vimos tantas pessoas extremamente capacitadas sentindo-se pequenas diante da própria vida.

Confundimos autoestima com elogios, autoconfiança, reconhecimento e aplausos. Mas autoestima é algo muito mais profundo: ela nasce quando passamos a enxergar valor em quem somos, independentemente das circunstâncias.

Ao longo de mais de três décadas trabalhando com organizações e profissionais, percebi algo recorrente: os maiores limitadores de uma carreira raramente são técnicos. Não é falta de conhecimento e experiência acumulados, muito menos a idade.

O que mais impede pessoas extraordinárias de alcançarem resultados extraordinários é a dificuldade em acreditar que realmente podem ocupar espaços maiores. Vejo isso constantemente entre especialistas que desejam tornar-se consultores.

Executivos e pessoas chave brilhantes permanecem anos na mesma posição porque acreditam que “ainda não estão prontos”. Profissionais acumulam certificações, MBAs, pós-graduações e cursos, mas continuam adiando decisões importantes. Esperam sentir-se completamente preparados. E esse dia nunca chega.

Existe um momento em que o conhecimento deixa de ser o fator limitante. A partir dali, o que falta é coragem, para assumir responsabilidades maiores, para cobrar o valor justo, para publicar ideias. Coragem para dizer “sim” a desafios que ainda parecem maiores do que nós.

Coragem para dizer sim a si mesmo.

A verdadeira autoestima produz movimento ao invés de nos tornar arrogantes, nos tornando responsáveis pelo potencial que recebemos e cultivamos.

Quem acredita que nasceu para algo maior entende que permanecer paralisado também é uma escolha. Talvez seja justamente essa a pergunta que todos deveríamos fazer a nós mesmos:

“Se eu realmente acreditasse no potencial que possuo, o que começaria a fazer ainda esta semana?”

A diferença entre quem admira grandes histórias e quem constrói uma delas raramente está no talento. Quase sempre está na coragem de dar os primeiros passos.

Na próxima newsletter quero compartilhar com você uma reflexão que considero ainda mais importante:

“por que tantas pessoas acreditam que nasceram para algo maior… mas continuam vivendo muito abaixo do próprio potencial.

Rafael Mottola

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